Não ter grana para ir aos restaurantes mais caros da cidade é uma coisa. Ficar na rua com R$3,00 a R$10,00 para comer é outra. Ainda bem que para isso, e para os finais de balada, existem as famosas barraquinhas!!
Já ouvi todos os nomes mais aterrorizantes: morte lenta, morte súbita, caga-sangue, entre outros. Mas as barraquinhas de rua – ou piti-dogs, no Goiás – há muito ultrapassaram esse patamar de comida ruim, tendo, algumas delas, inclusive, roubado uma boa clientela de locais fast food. E o melhor, nem há necessidade de se contentar com cachorros quentes ou sanduíches, pois há espalhadas por aí tendinhas que vendem caldos, massas, churrasquinho e até comida árabe. Aqui vai o nosso limitado, mas conhecedor de causa, guia das barraquinhas:
LANDI
Hype dos hypes dos hot dogs. Já foi votado melhor pelos jurados da edição Veja Brasília várias vezes, e possui clientela fidelíssima há anos, desde que se instalou na esquina próxima ao Libannus, na 406 Sul.
Os grandes chamativos do cachorro do Landi são o pão caseiro, feito diariamente, e o ambiente ultra familiar. De fato, pode baixar por lá qualquer dia de semana, ao final da tarde, e você verá pais, mães, avós e filhos, todos comendo o cachorro-quente tradicional do Landi.
Eu, particularmente, com todo o respeito, achei bem normal. Gostoso, mas nada fora do padrão. Ainda assim, créditos pela longevidade e freguesia.
NOTA DO BLOG: até que rola – show!
DICA DO BLOG: vá provar o pão.
Serviço: esquina da entrada da residencial da 405/406 Sul.
CLÓVIS
Uma das minhas barraquinhas de cachorro quente preferidas. Na esquina da residencial da 309 Sul, acima da rua do Beirute e de frente ao falecido Estação 109, a barraca do Clóvis foi uma das primeiras que frequentei e onde conheci as possibilidades infinitas do hot dog. Cansou da salsicha no molho? Vá de salsicha na chapa, linguiça calabresa, frango desfiado e até carne moída. A galera light pode ir de salsicha de peru (blargh!). Vinagrete bem feitinha e atendimento ágil. Não é super familiar, nem ultra simpático, mas a comida vale.
NOTA DO BLOG: show!
DICA DO BLOG: calabresa comanda!
Serviço: 309 Sul, colada no ponto de táxi.
MACARRÃO NA RUA
Vai ser difícil falar, pois frequentava na época em que era na 207 Sul e acredito que este tenha fechado. O da Asa Norte é na 206, mas não acho que seja do mesmo dono. Nina já comeu lá mais de uma vez e gostou.
Obviamente, não vá esperando uma massa fresca, al dente, com um molho bolonhesa tradicionalmente italiano (que nem mesmo os restaurantes chiques fazem!). Já que tenho pouco material, vai a seguinte dica: num friozinho à noite e com fome, um macarrãozinho à bolonhesa, de cerca de R$5,00, salva vidas!!!
NOTA DO BLOG: até que rola (aguardo as dicas de quem frequenta!)
DICA DO BLOG: penne ou espaguete bolonhesa
Serviço: 207 Sul (se ainda estiver lá!) ou 206 Norte (se o André e a Nina lembraram direito da quadra!).
313 SUL (me falaram o nome do dono, mas eu esqueci)
Eu acho que essa barraquinha não é muito famosa e fui lá uma única vez. Mas minha lembrança é de era uma delícia. Realmente estava com uma fome extra naquele dia. Bom, estava deveras faminta, e aquele cachorro bem quente, com pão fresquinho e maioneses super gostosas aplacaram minha fome na hora!
Meu amigo que mora por lá disse que os sandubas também valem muito à pena.
NOTA DO BLOG: até que rola – show!
DICA DO BLOG: abuse dos “molhos”.
Serviço: 313 Sul.
ÁRABE DA 112 SUL
Para fugir do fast food americano, vá de fast food árabe. A visita vale nem que seja para conhecer a dona. Mãezona árabe de primeira. Super simpática e excelente vendedora. Tome cuidado para não comer mais do que aguenta, pois a senhora é fera em vendas!
O preço é que não é dos mais baratos, mesmo porque a grande sacada é comprar um espetinho de kafta e outro de queijo e juntar tudo no pão sírio caseiro. Cada espeto deve bater nos R$5,00, motivo pelo qual o barato pode sair caro. Mas vá experimentar, pelo menos uma vez.
NOTA DO BLOG: show – o preço podia baixar!
DICA DO BLOG: a kafta é muito gostosa.
Serviço: esquina da residencial da 112 Sul.
O AAAAAALHO (409 norte)
Tudo bem. Este nome não é oficial, é uma piadinha interna. Mas, convenhamos, a melhor e mais potente maionese de alho de Brasília está lá. Essa barraquinha é um exemplo de como a clientela do fast food foi parar na rua, pois há dias em que o Giraffas fica no chinelo.
Os sanduíches já são um clássico na cidade, e seus nomes, também. Holyfield, Mike Tyson, e o cachorro quente Bart Simpson, curam a bebedeira de muita gente que sai dos bares ao redor. Também não é dos mais baratos (cachorro simples a partir de R$3,00, sandubas por volta de R$7,00), mas tudo lá é super bem servido. As maioneses são realmente as melhores. Alho, ervas e apimentada! Misture todas! Cura até a ressaca do dia seguinte. Os atendentes muitas vezes parecem mal humorados, mas como é das que ficam abertas até mais tarde nos fins de semana, acaba sempre lotada.
NOTA DO BLOG: show!
DICA DO BLOG: aposte nos sandubas. São gostosos, grandes e gordurosos, e acabam tendo melhor custo-benefício.
Serviço: esquina da residencial da 409 Norte.
KEBAB DA FEIRA
TORRE DE TV
Um dos problemas em falar das barraquinhas da torre de TV é, primeiramente, o excesso de opções, que acabam embaralhadas, e o fato de que aquelas que são bem regionais, com comida típica muito boa, têm preço bem acima do esperado por uma “barraca”. É justificado tendo em vista o custo de alguns ingredientes, bem como a dificuldade em consegui-los, com é o caso do Pato no Tucupi, das barracas do Pará (acho que são duas), que tem que ser encomendado e deve estar batendo no R$20,00. O tacacá sai mais em conta (deve estar uns R$10,00) e é excelente para rebater uma ressaca.
As comidas baianas também são ótimas, mas a ausência de mesinhas mais confortáveis faz com que fiquemos meio desconfortáveis e, para os pouco coordenados como eu, fica difícil comer um vatapá, um bobó, ou um acarajé completo. Ainda assim, vale a pena, mas também sai mais caro que a média.
Das opções mais baratas: a barraca de comida chinesa serve um dos melhores rolinhos primavera da cidade (deve estar entre R$2,50 e 3,50), além de pastéis. Aliás, estes são uma ótima opção para matar a fome na torre. As várias pastelarias do local oferecem sabores tradicionais, como a carne e o queijo, além de variações com calabresa, frango e catupiry e, o meu preferido, banana com queijo e canela.
Pena que a única pamonha servida no local seja tão ruinzinha....
NOTA DO BLOG: show (tá, vocês terão que ir lá caçar as melhores opções, porém, é um ótimo programa para sábado de manhã...)
DICA DO BLOG: acarajé, rolinho primavera, coxinha da chinesa, pastel de banana, e os sorvetes de frutas regionais.
Serviço: Torre de TV – até que mudem a feira para o estacionamento de trás, o que acho uma grande besteira.
Obs: entendemos perfeitamente que muitas e muitas opções de comida na rua ficaram de fora, mas pretendemos complementar o texto aos poucos e as dicas serão sempre bem-vindas.