O melhor e o pior de BSB

O melhor e o pior de BSB

Gastronomia é comer olhando para o céu. (Millôr Fernandes)

19/02/10

19/02/10 - Kojima - nota rápida


Depois que falei do Kojima aqui http://www.omelhoreopiordebsb.com.br/2010/01/kojima-ii.html, não cansei de ir lá repetidas vezes. Milhares de shakemakis, uramakis, guiozás, shimejis e sashimis depois, finalmente tive o prazer de conhecer, umas semanas atrás, o mais disputado garçom de lá: Neto.

Trazido direto do Kojima de Recife para treinar a equipe daqui, clientes e proprietários resolveram insistir pela permanência do garoto e a estada de um mês virou de oito, até agora. Ainda bem! Neto é uma raríssima combinação de qualidades profissionais e pessoais, que fazem o atendimento atencioso, competente, rápido e extremamente simpático e cordial.

Certamente é o seu treinamento que fez com que o atendimento geral da casa seja dos melhores da cidade. Todos são muito queridos, mas Neto é, sem dúvida, prata da casa. E sabemos o tanto que isso é difícil de achar em Brasília!



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Postado por *Lulu Peters* às 17:44

- DOM FRANCISCO - Park Shopping - by Nina


Pra gente se redimir de ficar mudas, com cara de tacho, na presença de Dom Francisco, aí vai o que pensamos realmente dele.
A confusão para os almoços de final de semana lá em casa já começa pela quarta feira. Ninguém quer cozinhar no sábado, nem lavar louça no domingo. Por isso, começamos a pensar o que vamos querer comer nesses dias nos almoços em família. E como a casa é democrática, cada um vai propondo seus “lugares favoritos”, e ganha quem tiver mais votos.
De um tempo pra cá, o Francisco do Park Shopping tem sido unanimidade. Simples: agrada a todo mundo!
O espaço reformado se tornou muito mais atraente. Adoramos sentar num cantinho, numa mesa redonda pra todo mundo poder conversar.
O bom de lá é que você pode ir pro tradicional à la carte (aquela famosa picanha, um delicioso bacalhau, ou ainda um tambaqui), que dá direito ao buffê, ou vai direto a ele (R$ 46,00) uma vez que tem uma variedade enlouquecedora.
O interessante do Dom Francisco é que me lembro de provar a picanha com arroz de brócolis e batata frita há anos, quando saía das piscinas da ASBAC, e quando sento lá no Park Shopping, percebo que nem preciso ter nostalgia, a qualidade e o sabor são os mesmos daquela época.
O bufê é extenso e não tem como não acertar o gosto do freguês, a começar pelas entradinhas, com carpaccio, presuntos diversos e queijos variados, huuuummmm...pão de batata, dentre outras delícias. Só cuidado pra não se empolgar, senão você nem chega ao prato principal!
A irmã vegetariana pode ir de salada (pelo que eu sei, mais de 30 tipos!), massa, risoto ou sushi. Opção é o que não falta!
Sábado tem feijoada, que não deve nada à do Piantella. E eles juram que o pernil de cordeiro assado é servido às segundas, mas me lembro de comer num sábado um muito saboroso.
Eu normalmente gosto de dar uma volta ao redor da mesa antes de me servir, pra ver bem tudo que tem pra comer e não sair enchendo o prato logo de cara.
Ah, esqueci de mencionar, quando você pede à la carte, além de ter direito ao bufê, também tem direito às sobremesas!!

NOTA DO BLOG: SHOW!!
DICA DO BLOG: comece com um caldinho de feijão pra abrir o apetite, depois, se joga, não tem erro!
Serviço: ParkShopping – Nível Superior – 2º Piso - Telefone: (61) 33632972

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Postado por *Lulu Peters* às 13:00

14/02/10

14/02/10 - TEN KAI by Nina - O MELHOR DO RIO DE JANEIRO


Eu sei que o blog tem a proposta de falar de Brasília, mas há tempos atormento a Lulu falando sobre algumas comidas do Rio de Janeiro, até que ela propôs que eu repassasse a dica para quem quiser dar um pulo lá.


Andar no Rio de Janeiro já é tudo de bom, agora andar lá e ainda se deparar o com japonês mais perfeito dos últimos tempos, é uma experiência próxima ao divino.


Num desses passeios com uma amiga, vi uma fachada elegante, numa esquina de Ipa (sim, depoix de treix diax no Rio como sou muito suscetível ao sotaque, já reduzi Ipanema). Passei o caminho inteiro decorando o nome da rua pra poder voltar lá depois, o que ocorreu naquele mesmo dia, na hora do jantar.


Sentamos no balcão pela primeira vez e começamos a nos deslumbrar com o cardápio. Ouriço, água viva, barbatana de tubarão, tanta coisa que nunca vemos em Brasília.
No dia a água viva estava em falta, mas experimentamos o ouriço. Pra muita gente a consistência molenga, gelatinosa vai causar agonia, mas foi muito interessante provar a novidade.


Depois resolvemos partir para o hot filadélfia, só para ter uma referência de comparação com outros restaurantes. Leve, sem arroz, muito salmão e cream cheese e aquela farinha flocada que virou a grande vedete da minha vida. Uma delícia!


Fomos nos empolgando e resolvemos tomar uma saquerinha de lichia. Huuuuummmmm....sem comentários, lichia já é uma delícia, com álcool, então! Só posso dizer que uma não foi suficiente!


Pedimos um sashimi de salmão que vinha em fatias mais finas (usuzukuri), quase como um carpáccio, todo decorado, com um molho de shoyo mais diluído, com limão e uma florzinha que parecia casca de tomate no canto do prato.


O sushiman, que passamos a chamar de “mestre” pela destreza de um samurai ao cortar o sashimi, é um senhor de cabelos grisalhos, com uma expressão muito esperta e se divertia com as nossas reações. Não se engane! Eles prestam atenção em tudo na sua conversa. E como a nossa era: “Que delícia! Maravilha! Vamos pedir outro e mais outro”, viramos foco da atenção dele.


Num dado momento ele começou a apontar para o nosso prato e balbuciar alguma coisa.
Eu ri, Gabs riu, não entendemos nada, mas fingimos que tínhamos entendido e respondíamos: “Aaaaahhh, ta bom”, “Siiimmm, a comida está ótima”. Por sorte, outro sushiman que o auxiliava resolveu evitar que a gente continuasse pagando mico e disse: “ele está mandando provar o sashimi com essa pimenta que está na flor de tomate!”.


No meio da melhor realização da nossa fantasia gastronômica, descobrimos o prato que mudou nossas perspectivas quanto à comida japonesa para sempre: salmão brulée.


A princípio não parece nada demais, um sushi de salmão, com uma fatia um pouco mais grossa... maçaricado. Sim, eles passam levemente o maçarico pelo salmão e depois jogam umas ovas de Ikura e molho teriaky.


O grande lance é quando você coloca essa combinação na boca, o salgadinho das ovas mistura com o docinho do teriaky e o salmão, tem um outro sabor, nem cru, nem cozido. É simplesmente mágico!!!


Não preciso dizer que virei tão fã do prato que sempre reservo uma graninha para voltar lá, né?! Achei legal que mesmo sendo uma casa badalada e a nossa freqüência (me recuso a abandonar o trema!) baixa, a equipe de sushi sempre se lembra de nós.

NOTA DO BLOG: SHOW!! (Não existe Show Plus??)
DICA DO BLOG: Leve dinheiro, vale à pena deixar lá. Prove de tudo que puder.

Serviço: Rua Prudente de Moraes, 1810 – Ipanema – 21 25405100 – Rio de Janeiro
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Postado por *Lulu Peters* às 07:33

09/02/10

09/02/10 - ANIVERSÁRIO DO LAGASH

Primeiramente, Salaam Aleikum e parabéns ao Lagash.

Segundamente, hoje, vocês vão ter que me engolir, porque vou escrever muito, e mais sobre a noite como um todo do que sobre gastronomia. Simplesmente porque a noite foi uma experiência complexa, multifacetada, ainda que única. Enfim.

Na minha preparação para meu primeiro grande evento de grátis, pensei em usar uma roupa fantástica, chique, porém descolada, que me deixasse mais alta, magérrima e rhyca, mas, infelizmente, não encontrei essa peça no meu armário e acho que o estoque dela tinha acabado na C&A (ia procurar na Marisa, mas resolvi subir o nível). Então, lá fui eu, vestida de gente normal, só meio alta, meio gorda, meio pobre, ao lado da Nina que é um poço de elegância.

Mas tudo bem, porque, ao chegar lá, me senti a mais badalada das criaturas. Nina a tiracolo, fomos dar uma voltinha para tentar achar, na sorte, a queridíssima Melissa Luz - ninguém menos que a pessoa responsável pelo meu convite.

Quando uma simpática loira me olhou empolgada, pensei “é ela!”, e corri pro abraço, dizendo “Meliiiiissssa, minha amiga, obrigada!”, ao que a loira respondeu: “sou a Eliane, tudo bem? Seja bem-vinda”. Anrã. E a “Eliane” é somente uma das mais competentes e phodas assessoras de imprensa da área de gastronomia. Mas ela perdoou meu vacilo e me apontou em direção à verdadeira Melissa, a quem agradeci de verdade e descobri ser, realmente, uma fofíssima.

Resolvemos, então, agarrar uma mesinha alta, de dois lugares, lá na ponta, para podermos fumar sem levar uma olhada with lasers da galera saudável. O vinho: UXMAL, Cabernet Sauvignon, 2008, Mendoza. Delícia, ácido, mas não adstringente – uma diferença que aprendi com o Guilherme – em perfeita sintonia com aquele buffet.

Fatias finíssimas de pernil defumado, acompanhado de um creme com consistência de maionese, sendo, na verdade, uma deliciosa coalhada, salpicada de pistache e uvas passa. Perfeita harmonia com o pernil, um acentuando o sabor do outro. Match made in heaven.
Mini esfirras de carne, com massa folhada aberta, mini quibes assados, fritos e crus, tabule, babaganush, homus, abobrinha frita, berinjela, tudo, tudo à perfeição. Tudo impecável. Me arrependi de não ter levado uma bolsa gigante para ir jogando uns quitutes dentro. Brincadeira, gentem, não faço isso, não, tá? Podem continuar me convidando!

De sobremesa, serviram um arroz doce com sorvete e um outro creme branco. Desculpem, não sou fã de doce, então, não registrei bem a receita.

Os garçons Tião e Nei foram uns anjos. Mas, gente, me mata: um simpático senhor veio nos cumprimentar logo quando estávamos sentando, ainda aturdidas, depois de cumprimentarmos a proprietária do Lagash, nossa íntima, Fátima. Um doce. O simpático senhor apertou nossas mãos e disse que só queria nos cumprimentar mesmo, pelo mérito do cumprimento. Lindo. Ficamos com aquela cara monga, sorrindo para o nada, ainda meio perdidas. O senhor se virou para ir embora e eu – que sequer tive a capacidade de dizer meu nome na hora do cumprimento – reconheci o simpático senhor, que se chama Francisco. Sim, ERA SÓ O DOM FRANCISCO E EU NÃO TIVE A CAPACIDADE MENTAL DE PRONUNCIAR MEU PRÓPRIO NOME, PORQUE APARENTEMENTE NÃO SEI SACUDIR A MÃO E FALAR AO MESMO TEMPO.

Eu chorei, mas só por dentro. Por conta desse trauma, um erro e uma injustiça serão sanados: texto sobre Dom Francisco vem aí, pelas mãos da Nina, finalmente!

De resto, a noite foi linda e ótima, cheia de risos, vinho, comida boa e gente simpática e atenciosa – tudo o que um foodie hedonista quer da vida. Por isso quis muito contar para vocês. Só pra compartilhar...e agradecer! Sim, porque os leitores fazem tooooooda a diferença deste humilde blog. Afinal, blog de comida tem de monte, mas o meu é dos poucos em que a galera troca dicas e idéias, diariamente. Pelo menos até agora. Quando vocês provavelmente me abandonarão, porque fiquei “falando” igual a uma matraca louca. Bom, galeura, tô devendo um coquetel maneiro para vocês! Pode ser um trio Viçosa repartido?
Beijos
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Postado por *Lulu Peters* às 08:23

08/02/10

08/02/10 - PORCÃO


Eu não sei porque até hoje não postei sobre o Porcão. Depois de frequentar a casa durante anos seguidos, parei de ir de repente, e acho que, por isso, acabei esquecendo de escrever sobre eles.

Agora que tenho ido vez ou outra, ainda mais agora com o chequinho promocional de R$25,00 de desconto, posso falar sobre a famosa churrascaria. Mas a minha opinião sobre o Porcão deve causar estranhamento a vocês, pois tem pouquíssimo a ver com a carne.

O lance do Porcão e o motivo pelo qual seu preço vale - ainda que nós mortais só possamos ir pouquíssimas vezes ao ano - é que o local é o equivalente gastronômico da Tiffany's (para quem não assistiu Bonequinha de Luxo, a protagonista afirma que a famosa joalheria é um lugar mágico, onde nada de ruim pode acontecer. Quando fica deprimida, vai direto para lá).

Eu me explico: se você vai ao Porcão e quer comer carne, você fará isso muito bem. Se quiser comer sushi, também. Se quiser comer saladas, também. Se tiver desejo de carpaccio, também. E se quiser comer algo que surgiu na sua cabeça, peça à cozinha, que eles darão um jeito ou, pelo menos, tentarão se equivaler às suas expectativas.

Quando o lugar está calmo e vazio, então, especialmente à noite, é realmente um lugar mágico, de garçons hiper prestativos e simpáticos, de desejos atendidos, de comida bem feita e gostosa, onde nada de ruim pode acontecer.

Tá, como tudo em Brasília, deve ter seus maus dias. Promoções populares, por exemplo, prejudicam o atendimento e o buffet. Mas, no geral, a casa só tem meu aplauso. Foram raríssimas as vezes em que me decepcionei com o serviço e acho que nunca com a comida.

Aposte no carneiro, no cupim, no carpaccio, em alguns pratos de frutos do mar e peixes....ah, enfim, vá provar de tudo um pouco, mas prepare o bolso: R$76,00. Esse "cheque" que eu mencionei é um cupom de desconto, e muita gente recebeu por e-mail. Um querido leitor, inclusive, nos mandou a dica da promoção. Como não é um desconto exorbitante, o buffet não caiu de qualidade e a casa não lotou do dia para a noite. Vale a pena.

NOTA DO BLOG: SHOW!!
DICA DO BLOG: tudo isso aí em cima e, ah, se o dinheiro der, frutas flambadas com sorvete de creme de sobremesa! Nham!
Serviço: SCE/Sul Trecho 2, conjunto 35 , ao lado do Pier 21. Telefone 3223-2002.
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Postado por *Lulu Peters* às 12:43

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