O melhor e o pior de BSB

O melhor e o pior de BSB

Gastronomia é comer olhando para o céu. (Millôr Fernandes)

22/12/09

22/12/09 - Recesso de fim de ano!

Queridos(as) Leitores(as),

gostaria de agradecê-los pelo apoio, pelas dicas e pelas visitas. Espero poder melhorar o blog e manter uma atualização mais regular em 2010 (e lá vêm as resoluções de fim de ano!). Também espero que todos tenham comido e bebido muito bem no Natal e desejo, além de toda a comilança, companhias e aventuras maravilhosas no Ano Novo para todos nós!!!

Obrigada sempre à queridíssima Nina, minha colaboradora. "Vejo" vocês no ano que vem!

Abraços e beijos de cupcake, Lulu Peters.
omelhoreopior@gmail.com
2 comentários

Postado por *Lulu Peters* às 16:22

14/12/09

14/12/09 - CAFÉ CASSIS

Estou começando a achar que essa onda de festivais gastronômicos saiu do controle. Quando rolava de vez em quando aquele evento especial, como como o Sabor Brasil ou o antigo "Pague com Visa" (ou um nome parecido, onde pagando com visa eletron ganhava-se um desconto considerável), era muito bom, dando chance aos mortais de conhecer restaurantes mais caros e de prestígio.

Agora, para todo o lado as promoções saltam aos olhos: pratos executivos, menus degustação, festival de camarão, festival disso e daquilo. No meio da bagunça, o festival suíno, que, na época em que recebi a primeira propaganda, sequer tinha data de início. Mas como achei a ideia uma ótima saída para dar valor à carne de porco que é das mais saborosas, apostei que seria válido curtir alguns pratos, apesar de algumas casas apresentarem pratos bem preguiçosos ou até o mesmo prato de outros festivais com pequenas alterações para incluir o porquinho.

Antes de ir ao Triplex, compareci ao Café Cassis, mas o garçom não sabia me dizer ao certo se o festival já estava ocorrendo ou não! Falou que sabia que o prato estava "pronto" na cozinha, mas teve que pedir a um dos proprietários que autorizasse o serviço.

A proposta: spaghetti ao pomodoro pelatti - até aí super simples - mas o toque que diferenciou: cubos de pancetta, que nada mais é que a barriga do porco, como o bacon, mas sem ser defumada. Gordurosinha, mas quando servida sequinha é puro sabor! Fugiu de algumas das mesmices e, por R$24,90, tava valendo o teste.

Mas o prato, em que pese não ser ruim, foi muito decepcionante. Pelo preço, eu posso tranquilamente comprar uma massa da Barilla ou uma fresquinha da Toscanello, um bom molho de tomate pelatti e quilos de pancetta para fazer um prato igual, mas sem aquele (inexistente) tempero de restaurante. O grande chamariz, a pancetta, foi muito mal utilizada. Por conta da maldita onda diet, pegaram apenas a parte da carne - na verdade, me pareciam cubinhos de lombo - sem gordurinha, sem "suco" e, por isso, ficou seco, sem sabor, completamente genérico.

Eu, que sempre falei que bons ingredientes já eram meio caminho andado, vi a falta que faz o resto do caminho. A casa poderia ter se dedicado mais ou, então, escolhido não entrar no festival.

Update: o bagel da casa é muito bom, porém, vários pequenos pecados se acumulam na casa. O homemade ice tea, por exemplo, que nós pedimos da última vez, veio com 500 ml de limão e três gotas de chá. Não era pra ser o contrário. Palmas para os bagles Parm e Italiano, porém.

NOTA DO BLOG: ATÉ QUE ROLA - NÃO ROLA
DICA DO BLOG: fique nos bagles, sanduíches e cheesecake (que, aliás, é show!)
Serviço: Park Shopping, entrada C1. Telefone: 3234-2968
6 comentários

Postado por *Lulu Peters* às 14:15

10/12/09

10/12/09 - Triplex Wine Food and Fun (meio longo)

Update (outubro de 2010): Desisto do Triplex. Há limites para o mau atendimento e a comida ruim!!!
Pelamor!


Update: acho triste quando os locais só se preocupam com qualidade assim que abrem. A última vez que tentei voltar ao Triplex para um menu executivo, tive que comer no Mangai. Só isso.

Na hora de escolher um estabelecimento no caderninho do Festival Suíno, eu, Nina e outras duas amigas esbarramos no Triplex Wine, Food and Fun, localizado próximo ao lago Paranoá, lá para as bandas da terceira ponte.

O nome é um tiquim complexo demais – tanto que depois de repetí-lo muitas vezes já estavam saindo versões como “triple sec fudenfan” –, mas a proposta descrita de lombo de porco recheado, acompanhado de purê de mandioquinha ao queijo e baião de dois especial, por R$24,90, foi suficiente para nos deixar curiosas.

O caminho, para quem já foi ao Mangai ou ao Gazebo, não tem muito mistério, mas o problema é que chegando lá, demos de frente com um prédio comercial todo fechado, escuro, com uma faixa dizendo “triplex wine food and fun”. Ficamos sem entender se estava fechado e, pior, se o local era uma sala comercial com 0% de charme, até que eu ouvi uma música do lado oposto do prédio. “Ah, deve ter um estacionamento pela “frente””. Demos uma volta completamente inútil de carro até descobrir que, de fato, deveríamos estacionar “atrás” do prédio e ir andando até a frente. Então, nota para casa: aquelas pessoas que nunca passaram por lá vão ficar um pouco desorientadas sem uma referência ao estacionamento ou ao fato de que a casa fica do lado oposto a este.

A recepção calorosa e a decoração meio oriental e de cores escuras, mas aconchegante, nos animou. O local, de fato, é um “triplex”, constituindo-se do andar térreo amparado por uma deliciosa varanda, um mezanino, com lounge, mesa de jantar e um balcão virado para o lago, e, por fim, um terraço gigante, maravilhoso, com um teto retrátil (!) e uma fantástica vista da terceira ponte. Ficamos no térreo mesmo, por conta do frio.

Eu tenho que dizer que a decoração é realmente insana. Tem barroco, oriente e contemporâneo tudo misturado, beirando o kitch, mas talvez isso torne o ambiente mais interessante para alguns.

Bom, vamos aos comes e bebes. Todos os drinks clássicos, incluindo Cosmo (R$21,00! Achei muito caro), Dry Martini (R$15,00 – acima da média de preço também), Manhattan e Mojito, entre vários outros. O Cosmo não foi feito com suco de cranberrie – o que me irrita profundamente, já que não mencionam nada, como se não desse para perceber a diferença – e o Dry teve que ser “retocado”, pois estava com excesso de vermute seco.

Dos não alcoólicos, vale provar a soda de maçã verde, incrementada com limão, hortelã e gengibre (R$7,00), além dos óbvios e necessários refrigerantes e limonada suíça.

A carta de vinhos, ampla e bem variada, apresenta preços que vão de R$ 45,90 a não-sei-lá-quantos reais. Além da harmonização padronizada que vem como sugestão no cardápio, há um sommelier no local para ajudar os indecisos na escolha da bebida.

Fomos com um maravilhoso pinot noir de Borgonha, da marca B&G, por R$ 79,00. Considerando que as casas embutem lucro bem alto nos vinhos, via de regra, foi um excelente custo-benefício.

O cardápio, conciso, coerente, com um representante de cada proteína, ofereceu pratos simples com ingredientes mais suntuosos. Camarões, peixe, pato, cordeiro e filé. Um prato ou dois, no máximo, de cada carne. A tentação foi tanta, que só uma de nós pediu o prato do festival suíno. De resto, foram penne ao brie e camarões (faixa de R$48,00), magret de pato com risoto de funghi (R$52,00), robalo ao molho de limão siciliano e arroz com amêndoas e pistache (R$34,00).

Tudo.muito.bom. O pato, em ponto impecável, com um molho agridoce simplesmente divino e o clássico risoto de acompanhamento. Um prato forte, marcante. O robalo, leve, sobre um delicioso molho cremoso à base de limão siciliano e mel, acompanhado de arroz de jasmim com amêndoas laminadas e pistache moído. O arroz, um pouquinho seco, mas nada que tirasse a leveza harmônica do prato.

O penne, ao ponto exato, com brie e camarões, é uma pedida sem erros. E o prato do festival, tenho que dizer, fantástico. Muito farto, muito bem feito, com o baião de dois com cubinhos de queijo coalho, o delicioso purê de mandioquinha e o lombo que estava ultra macio.

Para finalizar, o brownie da casa – que leva queijo na massa(!) – fechou divinamente nosso jantar. Puro chocolate, aquele gostinho de bolo “solado”, intenso, que o brownie deve ter. Aposto todas minhas fichas no happy hour no terraço da casa, que vai começar a partir de hoje (!), com um cardápio especial para o horário de verão.

O cardápio original – que sofrerá algumas mudanças mais drásticas a partir de janeiro – é assinado por Adriano Barreto. Mas é o próprio chef da casa, Edson da Silva, que assina o prato do festival e os petiscos que entraram no esquema do happy hour.

Como o local é super novo (3 meses aberto) é sempre bom chegar sem grandes expectativas, pois tudo pode mudar do dia para a noite (e em Bsb, normalmente, muda). Porém, como minha experiência como um todo foi super agradável, recomendaria a qualquer um.

NOTA DO BLOG: SHOW!! (mas temos que ficar de olho a longo prazo)  NÃO ROLA!
DICA DO BLOG: recomendaria qualquer um dos pratos provados. Principalmente, o peito de pato e o lombo do festival. O vinho é de tomar de joelhos, também.
Serviço: SCES Trecho 2, conjunto 8, loja 04. Telefone: 3226-8869
9 comentários

Postado por *Lulu Peters* às 07:47

07/12/09

07/12/09 - IESU


Desde que fiquei sabendo, acidentalmente, da existência desse restaurante japonês no Lago Sul, fiquei curiosa a respeito. A oportunidade de conhecê-lo, porém, nunca aparecia. Talvez porque a QI 25 não seja necessariamente um pólo comercial muito atraente para um restaurante.

Mas foi em um domingo chuvoso que me bateu aquela vontade de comer peixe cru, e como já estava no Lago Sul, fui bater lá no Iesu.

De cara, bate a decepçãozinha, pois o restaurante fica no mezanino de uma Loka Vídeo, do mesmo dono. Tá, pode ser implicância, afinal, foi uma super sacada do dono aproveitar o espaço dessa forma, principalmente porque a casa faz muitas entregas na redondeza, não importando muito onde fica a “sede”. Mas que mata aquele clima de saída gastronômica, mata.

O local em si é bem pequeninho, com uma decoração super clean e uma TV LCD na parede rolando clipes de música. Por R$43,90, a casa segue a linha do rodízio, ou seja, comida pedida aos poucos e servida direto na mesa. Com opções clássicas e até relativamente limitadas na área do sushi, pedimos sashimi, hot Filadélfia, guiozá, sunomono, rolinho de camarão, lula e camarão empanados, robata de filé e um desconhecido que estava no cardápio, o hot sashimi, descrito pelo garçom como sashimi de robalo grelhado.

As duas exceções foram o rolinho de camarão, que – especialmente se comparado com o servido no Gendai, que é pura perfeição – deixou a desejar por ser feito com uma “moquequinha” de camarão. Com muito molho e pouco crustáceo. Ruinzinho, não deu. E o empanado da lula e do camarão que é feito com a massa do tempurá que fica facilmente muchibenta, e não interage bem com o molho especial.

Fora isso, tudo estava impecavelmente delicioso, o sunomono, o hot Filadélfia e os sushis estavam muito bons. O guiozá, temperado à perfeição.

Mas a casa teve alguns pontos muito altos, que merecem comentário à parte: a apresentação do sashimi em forma de flor pode parecer superficial, mas foi um cuidado que deu ânimo, ficou lindo, além de muito gostoso, já que o peixe estava ótimo e cortado na medida.

A robata de filé, que nunca me chama a atenção por ser basicamente churrasquinho de carne em restaurante japonês, estava de se comer de joelhos, com o melhor molho adocicado que eu já provei. Deliciosa!!

E o ponto mais alto, pelo qual vale a pena ir ao local, nem que seja para pedir esse prato à la carte, por R$25,00, é o hot sashimi. Finas fatias de robalo, levemente grelhadas, imersas em um molho feito à base de muito azeite, limão, shoyo, ervas e pimenta. De chorar de felicidade. Originalíssimo, harmônico, simplesmente delicioso – até para aqueles não muito chegados em comida japonesa.

O proprietário e o sushiman da casa, Romildo, estão de parabéns pelo prato, pela apresentação e pela qualidade dos ingredientes.

NOTA DO BLOG: ATÉ QUE ROLA – SHOW!! (Muito boa a qualidade dos ingredientes e da comida em geral, só falta um tiquinho do glamour gastronômico que às vezes precisamos. Mas, ainda assim, vale a pena conhecer.)
DICA DO BLOG: hot sashimi, sashimi de anchova negra, hot sashimi, guiozá e eu disse hot sashimi?
Serviço: SHIS QI 25, Comércio Local (acima da Loka Vídeo).
foto: http://www.iesu.com.br/img/CursoDeStill_2008_04_28-48.jpg
0 comentários

Postado por *Lulu Peters* às 11:04

01/12/09

01/12/09 - Aviso e dica a jato


Pessoal, alguns comentários antigos apareceram "do nada" para serem publicados, mas, por algum outro motivo misterioso, não consegui fazê-los aparecer no blog. Peço desculpas às leitoras Silvana e Betânia se tiveram a impressão de terem sido "moderadas" em seus comentários inocentes. Checarei o problema sem falta. Update: os comentários foram, sim, publicados e até respondidos, mas continuam aparecendo como pendentes de moderação. Para ver que eu e tecnologia não nos damos muito bem...

A dica a jato não é de restaurante, mas de cinema. Sim, o filme Julie&Julia não só é uma graça e fonte de identificação dessas blogueiras que vos escrevem, mas também uma deliciosa distração para um foodie!

São intermináveis tomadas e diálogos a respeito de receitas maravilhosas!

Se possível, veja o filme e corra para o Daniel Briant, Alice Brasserie, La Chaumière ou outro estabelecimento de comida francesa de sua preferência.

PS: numa linha menos "fofinha", mas igualmente deliciosa, veja "Simplesmente Marta", filme alemão que inspirou o americano chatinho "Sem Reservas".

Abraços, Lulupeters.
6 comentários

Postado por *Lulu Peters* às 16:06

< Postagens mais recentes Postagens mais antigas >

omelhoreopior@gmail.com

O MELHOR E O PIOR DE BSB: 12/01/2009 - 01/01/2010 -