Update (outubro de 2010): Desisto do Triplex. Há limites para o mau atendimento e a comida ruim!!!
Pelamor!
Update: acho triste quando os locais só se preocupam com qualidade assim que abrem. A última vez que tentei voltar ao Triplex para um menu executivo, tive que comer no Mangai. Só isso.
Na hora de escolher um estabelecimento no caderninho do Festival Suíno, eu, Nina e outras duas amigas esbarramos no Triplex Wine, Food and Fun, localizado próximo ao lago Paranoá, lá para as bandas da terceira ponte.
O nome é um tiquim complexo demais – tanto que depois de repetí-lo muitas vezes já estavam saindo versões como “triple sec fudenfan” –, mas a proposta descrita de lombo de porco recheado, acompanhado de purê de mandioquinha ao queijo e baião de dois especial, por R$24,90, foi suficiente para nos deixar curiosas.
O caminho, para quem já foi ao Mangai ou ao Gazebo, não tem muito mistério, mas o problema é que chegando lá, demos de frente com um prédio comercial todo fechado, escuro, com uma faixa dizendo “triplex wine food and fun”. Ficamos sem entender se estava fechado e, pior, se o local era uma sala comercial com 0% de charme, até que eu ouvi uma música do lado oposto do prédio. “Ah, deve ter um estacionamento pela “frente””. Demos uma volta completamente inútil de carro até descobrir que, de fato, deveríamos estacionar “atrás” do prédio e ir andando até a frente. Então, nota para casa: aquelas pessoas que nunca passaram por lá vão ficar um pouco desorientadas sem uma referência ao estacionamento ou ao fato de que a casa fica do lado oposto a este.
A recepção calorosa e a decoração meio oriental e de cores escuras, mas aconchegante, nos animou. O local, de fato, é um “triplex”, constituindo-se do andar térreo amparado por uma deliciosa varanda, um mezanino, com lounge, mesa de jantar e um balcão virado para o lago, e, por fim, um terraço gigante, maravilhoso, com um teto retrátil (!) e uma fantástica vista da terceira ponte. Ficamos no térreo mesmo, por conta do frio.
Eu tenho que dizer que a decoração é realmente insana. Tem barroco, oriente e contemporâneo tudo misturado, beirando o kitch, mas talvez isso torne o ambiente mais interessante para alguns.
Bom, vamos aos comes e bebes. Todos os drinks clássicos, incluindo Cosmo (R$21,00! Achei muito caro), Dry Martini (R$15,00 – acima da média de preço também), Manhattan e Mojito, entre vários outros. O Cosmo não foi feito com suco de cranberrie – o que me irrita profundamente, já que não mencionam nada, como se não desse para perceber a diferença – e o Dry teve que ser “retocado”, pois estava com excesso de vermute seco.
Dos não alcoólicos, vale provar a soda de maçã verde, incrementada com limão, hortelã e gengibre (R$7,00), além dos óbvios e necessários refrigerantes e limonada suíça.
A carta de vinhos, ampla e bem variada, apresenta preços que vão de R$ 45,90 a não-sei-lá-quantos reais. Além da harmonização padronizada que vem como sugestão no cardápio, há um sommelier no local para ajudar os indecisos na escolha da bebida.
Fomos com um maravilhoso pinot noir de Borgonha, da marca B&G, por R$ 79,00. Considerando que as casas embutem lucro bem alto nos vinhos, via de regra, foi um excelente custo-benefício.
O cardápio, conciso, coerente, com um representante de cada proteína, ofereceu pratos simples com ingredientes mais suntuosos. Camarões, peixe, pato, cordeiro e filé. Um prato ou dois, no máximo, de cada carne. A tentação foi tanta, que só uma de nós pediu o prato do festival suíno. De resto, foram penne ao brie e camarões (faixa de R$48,00), magret de pato com risoto de funghi (R$52,00), robalo ao molho de limão siciliano e arroz com amêndoas e pistache (R$34,00).
Tudo.muito.bom. O pato, em ponto impecável, com um molho agridoce simplesmente divino e o clássico risoto de acompanhamento. Um prato forte, marcante. O robalo, leve, sobre um delicioso molho cremoso à base de limão siciliano e mel, acompanhado de arroz de jasmim com amêndoas laminadas e pistache moído. O arroz, um pouquinho seco, mas nada que tirasse a leveza harmônica do prato.
O penne, ao ponto exato, com brie e camarões, é uma pedida sem erros. E o prato do festival, tenho que dizer, fantástico. Muito farto, muito bem feito, com o baião de dois com cubinhos de queijo coalho, o delicioso purê de mandioquinha e o lombo que estava ultra macio.
Para finalizar, o brownie da casa – que leva queijo na massa(!) – fechou divinamente nosso jantar. Puro chocolate, aquele gostinho de bolo “solado”, intenso, que o brownie deve ter. Aposto todas minhas fichas no happy hour no terraço da casa, que vai começar a partir de hoje (!), com um cardápio especial para o horário de verão.
O cardápio original – que sofrerá algumas mudanças mais drásticas a partir de janeiro – é assinado por Adriano Barreto. Mas é o próprio chef da casa, Edson da Silva, que assina o prato do festival e os petiscos que entraram no esquema do happy hour.
Como o local é super novo (3 meses aberto) é sempre bom chegar sem grandes expectativas, pois tudo pode mudar do dia para a noite (e em Bsb, normalmente, muda). Porém, como minha experiência como um todo foi super agradável, recomendaria a qualquer um.
NOTA DO BLOG: SHOW!! (mas temos que ficar de olho a longo prazo) NÃO ROLA!
DICA DO BLOG: recomendaria qualquer um dos pratos provados. Principalmente, o peito de pato e o lombo do festival. O vinho é de tomar de joelhos, também.
Serviço: SCES Trecho 2, conjunto 8, loja 04. Telefone: 3226-8869