22/04/09 - CAFÉ GRÃO CONTEMPORÂNEO

Eu confesso que quando me disseram que um novo café havia sido aberto no bloco em frente ao Daniel Briant, pensei: "esse povo é muito corajoso ou muito burro". Convenhamos, não é brincadeira tentar se tornar concorrência da patisserie mais francesa da cidade.
Mas o Grão Contemporâneo não foi bobo o suficiente de fazer um cardápio afrancesado. Muito pelo contrário, manteve as opções simples, saborosas, mas que em nada recordam o cardápio do concorrente da rua. Bagels, pães, sanduíches, bruschettas e, claro, vários tipos de café.
Bom, ao ver 'bagel' no cardápio fiquei empolgadíssima. Para quem não conhece, o bagel é uma espécie de pão em rosca, salgado, herança gastronômica dos judeus e o cúmulo da popularidade nos 'Esteites', principalmente em Nova York.
Enfim, se o prato é incomum, se algo é colocado no cardápio para chamar a atenção pela originalidade, não.pode.faltar. Mas faltou. Infelizmente, não pude provar o bagel da casa, porque não tinha. Acho isso um pecado para uma casa nova. Não sei lidar com frustrações gastronômicas.
Pedi um frapê de capuccino, meu preferido, e fiquei suspeitando do preço: pouco mais de R$ 8,00. Quando a bebida chegou, entendi o porquê: é enorme, serve tranqüilamente duas pessoas. Capuccino verdadeiro, feito gelado, mas sem ser batido com sorvete, amarguinho, nada daquele exagero de doce, afinal é para ser café e não milk shake, com um bom chantilli e com um toque final de gênio que foram as raspas de limão que dão uma 'quebrada' no sabor.
No lugar do bagel, pedi um 'pão caseiro' recheado com ricota e ervas. Blá. Nada demais mesmo. Nem um pouco marcante e sem nada que gritasse, de fato, 'caseiro'.
Para não acharem que vou afundar o lugar, aqui vai a grande dica gastronômica: as bruschettas da casa são imperdíveis e irresistíveis! Servidas em tamanho de refeição, acompanhadas de uma vistosa salada verde (com um molhinho simples que lembra o do Daniel Briant!), a delícia italiana vem em sabores variados, como de caponata coberta com presunto ralado e queijo e de molho de funghi com abobrinha, também com queijo. Ambas opções para se comer de joelhos. Deliciosas!
O expresso da casa é bom e ouvi falar muito bem do capuccino tradicional e do chocolate quente. O preço varia bastante, o que, na minha opinião, é sinal de planejamento adequado. A bruschetta bate nos R$18,00, mas o bagel fica na faixa do R$4,50. Tem café mais caro, elaborado, mas tem opções acessíveis, então, eu aplaudo a falta de preguiça na hora de fazer os cálculos de custo.
Como o local é novo, ainda há ajustes a se fazer. O ambiente, por exemplo, é elegante, gostoso, mas poderia ter uma iluminação menos forte, mais indireta. O cardápio é bom, mas não pode existir só na teoria e, por fim, o atendimento, claro, ainda precisa de prática. Se os proprietários mandarem bem, o lugar promete e muito.
Mas o Grão Contemporâneo não foi bobo o suficiente de fazer um cardápio afrancesado. Muito pelo contrário, manteve as opções simples, saborosas, mas que em nada recordam o cardápio do concorrente da rua. Bagels, pães, sanduíches, bruschettas e, claro, vários tipos de café.
Bom, ao ver 'bagel' no cardápio fiquei empolgadíssima. Para quem não conhece, o bagel é uma espécie de pão em rosca, salgado, herança gastronômica dos judeus e o cúmulo da popularidade nos 'Esteites', principalmente em Nova York.
Enfim, se o prato é incomum, se algo é colocado no cardápio para chamar a atenção pela originalidade, não.pode.faltar. Mas faltou. Infelizmente, não pude provar o bagel da casa, porque não tinha. Acho isso um pecado para uma casa nova. Não sei lidar com frustrações gastronômicas.
Pedi um frapê de capuccino, meu preferido, e fiquei suspeitando do preço: pouco mais de R$ 8,00. Quando a bebida chegou, entendi o porquê: é enorme, serve tranqüilamente duas pessoas. Capuccino verdadeiro, feito gelado, mas sem ser batido com sorvete, amarguinho, nada daquele exagero de doce, afinal é para ser café e não milk shake, com um bom chantilli e com um toque final de gênio que foram as raspas de limão que dão uma 'quebrada' no sabor.
No lugar do bagel, pedi um 'pão caseiro' recheado com ricota e ervas. Blá. Nada demais mesmo. Nem um pouco marcante e sem nada que gritasse, de fato, 'caseiro'.
Para não acharem que vou afundar o lugar, aqui vai a grande dica gastronômica: as bruschettas da casa são imperdíveis e irresistíveis! Servidas em tamanho de refeição, acompanhadas de uma vistosa salada verde (com um molhinho simples que lembra o do Daniel Briant!), a delícia italiana vem em sabores variados, como de caponata coberta com presunto ralado e queijo e de molho de funghi com abobrinha, também com queijo. Ambas opções para se comer de joelhos. Deliciosas!
O expresso da casa é bom e ouvi falar muito bem do capuccino tradicional e do chocolate quente. O preço varia bastante, o que, na minha opinião, é sinal de planejamento adequado. A bruschetta bate nos R$18,00, mas o bagel fica na faixa do R$4,50. Tem café mais caro, elaborado, mas tem opções acessíveis, então, eu aplaudo a falta de preguiça na hora de fazer os cálculos de custo.
Como o local é novo, ainda há ajustes a se fazer. O ambiente, por exemplo, é elegante, gostoso, mas poderia ter uma iluminação menos forte, mais indireta. O cardápio é bom, mas não pode existir só na teoria e, por fim, o atendimento, claro, ainda precisa de prática. Se os proprietários mandarem bem, o lugar promete e muito.
Emenda I: Em apoio à leitora Luana e com base em uma nova visita realizada, está claro que a casa peca muito no atendimento e na falta de cortesia, e, assim, a nota do Café Grão Contemporâneo foi alterada. A comida e as bebidas da casa são boas, sim, mas eles não estão vendendo marmitas para delivery e, sim, um serviço completo.
Emenda II: gente, tenho recebido o mesmo email várias vezes como se fosse um comentário pessoal, por parte de diferentes pessoas. Entendo a revolta que um serviço ruim traz. Mas essa de tomar as dores alheias de forma descompensada, tem que ter um limite. A Luana desabafou, avisou os possíveis clientes e cada um tome sua decisão de apostar na casa ou não. A impressão que tenho é que uma guerra comercial particular está sendo travada contra a casa e isso, para mim, já é demais.
Emenda III: Janeiro de 2011 foi quando finalmente consegui (entenda-se, tomei coragem) voltar ao Grão Contemporâneo. Fiquei feliz de conhecer a atendente Ana Carolina: um doce, simpática, prestativa, deu conta do recado sendo a única garçonete no local (que, realmente, não estava cheio). Algumas 'besteirinhas' do tipo 'a parte de lanches do cardápio só é servida até às 19h' ainda me chateiam. Não vejo qual o impeditivo de fazer um misto quente às 20h. Porém, no geral, a casa continua acertando a mão em seus temperos. Além disso, a carta de vinhos me trouxe grande alegria: Terranoble. Um tinto chileno bem 'mulherzinha', adstringente, mas não ácido, frutado. No geral, o serviço voltou a me agradar, e temos que reconhecer as melhorias.
NOTA DO BLOG: ATÉ QUE ROLA! (depois de muitos percalços, e, em grande parte, graças ao atendimento da Ana Carolina, a casa parece ter se redimido das falhas anteriores. Vamos ficar de olho! ;-)
DICA DO BLOG: Bruschetta de caponata e soda italiana de amarena.
Serviço: 103 Norte, Bloco A.
Emenda II: gente, tenho recebido o mesmo email várias vezes como se fosse um comentário pessoal, por parte de diferentes pessoas. Entendo a revolta que um serviço ruim traz. Mas essa de tomar as dores alheias de forma descompensada, tem que ter um limite. A Luana desabafou, avisou os possíveis clientes e cada um tome sua decisão de apostar na casa ou não. A impressão que tenho é que uma guerra comercial particular está sendo travada contra a casa e isso, para mim, já é demais.
Emenda III: Janeiro de 2011 foi quando finalmente consegui (entenda-se, tomei coragem) voltar ao Grão Contemporâneo. Fiquei feliz de conhecer a atendente Ana Carolina: um doce, simpática, prestativa, deu conta do recado sendo a única garçonete no local (que, realmente, não estava cheio). Algumas 'besteirinhas' do tipo 'a parte de lanches do cardápio só é servida até às 19h' ainda me chateiam. Não vejo qual o impeditivo de fazer um misto quente às 20h. Porém, no geral, a casa continua acertando a mão em seus temperos. Além disso, a carta de vinhos me trouxe grande alegria: Terranoble. Um tinto chileno bem 'mulherzinha', adstringente, mas não ácido, frutado. No geral, o serviço voltou a me agradar, e temos que reconhecer as melhorias.
NOTA DO BLOG: ATÉ QUE ROLA! (depois de muitos percalços, e, em grande parte, graças ao atendimento da Ana Carolina, a casa parece ter se redimido das falhas anteriores. Vamos ficar de olho! ;-)
DICA DO BLOG: Bruschetta de caponata e soda italiana de amarena.
Serviço: 103 Norte, Bloco A.
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Postado por *Lulu Peters* às 06:30

