O melhor e o pior de BSB

O melhor e o pior de BSB

Gastronomia é comer olhando para o céu. (Millôr Fernandes)

16/02/09

16/02/09 - WRAP AND ROLL - FECHADO!



De origem meio incerta, mas com um jeitinho de burrito mexicano, o, agora famoso, wrap (que quer dizer, basicamente, 'enrolado') está na moda, como símbolo de comida fácil, rápida e com um quê de saudável. Dá pra saber que uma comida virou hype quando entra nos cardápios do McDonald's e do Giraffas. ;-)

Enfim, a combinação do pão folha recheado dos mais variados ingredientes, às vezes frios, às vezes, quentes, enrolados num prático 'tubinho' para comer com as mãos tem agradado muita gente.

Eu confesso que sou muito desconfiada quando o assunto é comida da moda. Mas como estava com opções limitadas para minhas 'fugas maternais', fui parar no Wrap and Roll. A casa com ares clean, e área externa, que tem recebido os Lago Sulistas na QI 11, próxima ao Deck.

Moderninha, descolada e com cardápio bem montadinho, achei que o lugar prometia. Ao invés de ir de wrap mesmo, como minhas amigas, fui do que chamaram de 'Bowl', cuja descrição no cardápio era “filé mignon, queijo Feta ao azeite e pimenta do reino, limão siciliano e um leve toque de manteiga”, isso tudo com arroz de sete grãos, pela bagatela de 26 dinheiros. Fiquei super empolgada.

Eu queria esclarecer que, em inglês, 'bowl' quer dizer tigela. E prato fundo não é tigela. Tigela é tigela. Outra coisa: não precisa colocar no cardápio aqueles ingredientes que não aparecem de fato no prato, por serem parte sutil do tempero. Se o azeite não vai fazer aquela diferença, como uma Truta Azul ao Azeite de Alcaparras, por exemplo, não é necessário que ele apareça no menu. Eu não preciso falar 'filé mignon temperado ao sal iodado da marca Cisne' só para 'encher' os olhos do cliente.

Bom, comi um prato fundo entupido de arroz 7 grãos, duro – eles não brincaram sobre o 'leve' no toque de manteiga – meio sem sal, sem tempero, com um filé mignon que estava ok, pinguinhos de queijo Feta que, supostamente, foi temperado com azeite e umas gotas de limão siciliano (não faria muita diferença usar um limão mais barato). Tudo meio isolado, os ingredientes não tinham harmonia, não eram unidos. Era o arroz. E o filé. E os pingos de Feta. A amiga que comeu um bowl com filé de frango, pimentões vermelhos e sei lá o que mais reclamou da mesma coisa: promessa demais no cardápio para um prato simplório.

Dos wraps, o Guanabara, que é supostamente 'levemente apimentado' veio queimando a boca. Uma pena, pois apagou o gosto de todos os outros ingredientes. O Fuji, com filé mignon, mix de cogumelos e cream cheese foi uma das melhores escolhas, apesar de terem escondido o cream cheese junto com meu queijo Feta em algum mundo misterioso dos queijos. O Caprese, meio vegetariano, à base de pesto de manjericão, mussarela light e tomate, também não estava mal.

Para não causar destruição total, eu digo duas coisas: primeiro, a comida do local precisa, na verdade, de retoques para ficar muito boa. É preciso uma forcinha no tempero, nas quantidades oferecidas, nos 'pontos' da pimenta, do arroz, enfim, é por economia porca que estão deixando de ser uma opção muito legal para um lanchinho saudável. Segundo, a limonada 'especial', com adição de sprite, é uma delícia. Ah, o nome do local também é legal. Divertido.

NOTA DO BLOG: hum...vamos de ATÉ QUE ROLA pra incentivar umas mudanças.
DICA DO BLOG
: limonada especial e talvez o Fuji com mais cream cheese.
Serviço: SHIS QI 11 bloco H loja 12. Telefone: 3248-2059.
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Postado por *Lulu Peters* às 18:23

08/02/09

08/02/09 - YOUR'S


Update: Nina e eu voltamos lá, com a minha filha no carrinho, minutos antes da 19:00. Como começou a chuviscar, perguntamos se poderíamos apenas nos sentar, até o início do serviço (em cinco minutos, literalmente), quando o garçom se retirou dizendo que checaria esta possibilidade com o gerente. Nenhum dos dois jamais voltou e, ao insistirmos, fomos informadas que não poderíamos entrar ainda. NUNCA passei por isso em nenhuma casa, em todas as várias vezes em que chego super cedo, por conta das limitações de horário da minha filhota. Nunca.

Um dos restaurantes mais antigos do império Dudu Camargo tem sido um favorito na lista da Nina há tempos e com total estabilidade. Mais de uma vez, a ouvi falar a respeito do atendimento, da comida e do custo-benefício do local, sempre com elogios.

Sendo a fofa que é, Nina transformou uma visita rotineira numa noite deliciosa. Depois de perambularmos pelo Deck do Lago Sul, decidindo o que comer durante minha horinha de fuga, ela propôs racharmos um prato no Your’s. Dessa forma não sai tão caro e não deixa de ser uma oportunidade de comer bem.

Confesso que fazia anos que não ia lá. Experimentei poucos pratos e lembrava mais do Dry Martini (para o qual não estava preparada, como contei na Odisséia) do que qualquer outra coisa.

Freguesa da casa, Nina já foi reconhecida pelo garçom dos mais simpáticos e competentes que conheci: Jonas. Rápido, certeiro, simpático, ele sabe dar espaço para o cliente escolher o prato com calma, sem ‘afogar’ a gente com sua simpatia, como alguns garçons.

O andar de cima, apesar de decorado de forma idêntica ao de baixo, passa uma sensação de maior aconchego. Não sei porque. Pode ser só influência da Nina.

O prato Bem Lembrado – composto de filé com alho torrado, batata Chips e arroz – é o ‘regular’ dela, mas, dessa vez, topou dar uma variada e fomos de Filé Cowboy.

Meu ‘olho maior do que a barriga’ já me fez questionar se o prato, dividido, seria suficiente para moi. Para minha surpresa, foi mais do que o suficiente! Eu não sei se a combinação do ambiente legal, atendimento excelente e um Dry Martini misterioso (feito com Cointreau, que eu odeio, mas ficou ótimo e como se fosse o original!) enchem a barriga. Mas o drink, meio prato e meia sobremesa me deixaram rolando de cheia!

O filé, ao ponto de verdade, ou seja, vermelho, mas não sangrento, flambado com mel e Jack Daniels, guarnecido de arroz com amêndoas em lâmina e trio de cogumelos (Paris, Shitake e Shimeji) me levaram às alturas. Bem servido, bem feito, uma delícia.

A faixa de preço dos pratos vai de R$ 35,00 a R$ 45,00, mas, vão por mim, se todos forem como nosso escolhido, dá pra dividir numa boa.

A seleção de drinks também é poderosa. Caipirinhas, caipiroskas, Manhatan, entre outros, enchem os olhos do alcoólatra social.

Para fechar, a monumental Taça Alpina – com sorvete de creme e mousses de chocolate e chocolate branco. Com uma ótima companhia, foi receita para uma noite perfeita.


NOTA DO BLOG: SHOW!!! ATÉ QUE ROLA. Se vc pode ir jantar depois das 21h é melhor. e não tenha filhos.
DICA DO BLOG: filé Cowboy e filé Bem Lembrado, além da Margherita de limão, que é show!!
Serviço: QI 11,bloco L, loja 46, Lago Sul. Telefone: 3248-0184.
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Postado por *Lulu Peters* às 12:21

06/02/09

06/02/09 - AVISO

Queridos leitores,
como alguns de vocês já sabem, eu fui feita refém de uma criatura de dezoito dias de idade, com um apetite voraz (como os pais!) e pulmões de aço. Por isso, curtir novos restaurantes é algo difícil no momento.
Nina e André, porém, continuarão com as colaborações e eu, assim que conseguir dar uma escapada, voltarei a escrever sobre os tesouros e terrores gastronômicos da cidade!
Obrigada a todos pelas visitas e pelos comentários!
Abraços, Lulupeters.
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Postado por *Lulu Peters* às 05:48

26/01/09

26/01/09 - POSTA VARIADO - A ODISSÉIA DA COXINHA by Nina


Dessa vez a idéia não partiu de nós, mas de um convite inusitado da equipe do Correio Brasiliense. Um teste para o Caderno Divirta-se. O tópico: Coxinhas.

Segundo Mariana Ceratti, a jornalista entrevistadora, ela leu o blog da Luisa, gostou do conteúdo e, resolveu nos chamar para apreciarmos coxinhas em Brasília.

Só que a Luisa e o André estavam às voltas com gravidez e parto e não puderam ir dessa vez.

Então segui para o Correio Brasiliense, onde encontrei com Maria do Carmo e Graziela.
Companhia divertida e agradável para compartilhar umas coxinhas.

A primeira parada foi na Pamonharia Kalú. Ali, enquanto aguardávamos que fritassem algumas coxinhas de milho, conversávamos com um dos proprietários, que tinha muito a contar sobre o início da loja e também de Brasília, lá pelos idos de 1973.

Calil contou que a inovação surgiu de uma idéia da mãe, que gostaria de usar o “carro-chefe” da casa: o milho. Mas quando foi apresentada ao público a primeira vez, não houve uma só venda.

Depois da bronca do marido pelo desperdício, dona Luzia resolveu não vender as coxinhas no dia seguinte, mas dá-las aos clientes. Daí pra frente, não pararam mais de produzi-las. Segundo ele, hoje a pamonharia produz em média de 200 coxinhas por dia!!

Quando fiquei sabendo do sabor das coxinhas, achei que não gostaria, por não ser muito fã de milho. E para a minha surpresa a invenção ficou deliciosa!!

Enquanto corria a entrevista, tiramos fotos e provamos as coxinhas bem grandes, com bastante recheio de milho e um pouco de frango desfiado, com a massa bem fininha e crocante.

Como acompanhamento, provamos também o suco de milho. Outra inovação, dessa vez de criação de Kalil. Muito gostoso também!

Dali, seguimos para a Confeitaria Francesa, aberta há pelo menos 33 anos. Segundo Daniela Loyola, uma das proprietárias, a Confeitaria conta com os mesmos funcionários (confeitaria e salgados) desde a abertura. Isso é determinante no sabor e qualidade constantes dos produtos vendidos ali. Apesar do carro-chefe da casa ser o petit gateau, estávamos ali em uma missão específica e nos ativemos a ela.

Vieram três enormes bandejas com coxões recheados com requeijão, coxinhas tradicionais, e as famosas coxinhas pequenas, presentes em todas as festinhas que se prezem.

Todas muito gostosas, com recheio honesto e farto e a tradicional massa de coxinha.

Depois de mais uma sessão de fotos e tantas coxinhas, seguimos para o Boteco, na 406 Sul, onde fomos atendidos pela Roberta Salomão, uma das proprietárias.


Ela explicou que a franquia, que já conta com casas em Recife, Fortaleza, Belém, Aracaju, Natal e Salvador, montou toda uma estrutura para trazer de Recife a equipe que trabalha em Brasília, formada por cozinheiros, maîtres e garçons.


A decoração é um assunto à parte. Com um charme particular, os azulejos azuis e brancos lembram o bairro da Lapa (RJ) dos anos 50. Confesso que me conquistou pelo fato de inovar nos recheios. Além da coxinha de frango, eles servem também coxinhas de camarão e caranguejo. D.E.L.I.C.I.O.S.A.S.


A massa é um pouco diferente, muito saborosa, e não gruda muito na boca e o recheio, como nas outras duas lojas, bem servido.

Assim, a tarde de sábado foi animada pela companhia das outras “degustadoras” e, claro, pela overdose de coxinhas.

Os três locais visitados têm propostas diferentes, mas todos têm em comum a qualidade do produto servido. Vale a pena conferir!

Para mais detalhes vocês podem checar a reportagem no Caderno Divirta-se, do Correio Brasiliense, no dia 30.01.2009.


NOTA DO BLOG: SHOW!!!
Serviço:
Pamonhão Kalú: 105 norte. CLN 105 BL D LJ 03 - ASA NORTE Telefone : (61) 3273-7967. Confeitaria Francesa: CLS 203 Bl.C Lj. 05 - Asa Sul 3225-3276. Boteco: 406 sul. Segunda a sexta-feira, às 17h, e sábado e domingo, a partir das 11h. Telefone: 3443-4344.
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Postado por *Lulu Peters* às 13:03

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