O melhor e o pior de BSB

O melhor e o pior de BSB

Gastronomia é comer olhando para o céu. (Millôr Fernandes)

08/02/09

08/02/09 - YOUR'S


Update: Nina e eu voltamos lá, com a minha filha no carrinho, minutos antes da 19:00. Como começou a chuviscar, perguntamos se poderíamos apenas nos sentar, até o início do serviço (em cinco minutos, literalmente), quando o garçom se retirou dizendo que checaria esta possibilidade com o gerente. Nenhum dos dois jamais voltou e, ao insistirmos, fomos informadas que não poderíamos entrar ainda. NUNCA passei por isso em nenhuma casa, em todas as várias vezes em que chego super cedo, por conta das limitações de horário da minha filhota. Nunca.

Um dos restaurantes mais antigos do império Dudu Camargo tem sido um favorito na lista da Nina há tempos e com total estabilidade. Mais de uma vez, a ouvi falar a respeito do atendimento, da comida e do custo-benefício do local, sempre com elogios.

Sendo a fofa que é, Nina transformou uma visita rotineira numa noite deliciosa. Depois de perambularmos pelo Deck do Lago Sul, decidindo o que comer durante minha horinha de fuga, ela propôs racharmos um prato no Your’s. Dessa forma não sai tão caro e não deixa de ser uma oportunidade de comer bem.

Confesso que fazia anos que não ia lá. Experimentei poucos pratos e lembrava mais do Dry Martini (para o qual não estava preparada, como contei na Odisséia) do que qualquer outra coisa.

Freguesa da casa, Nina já foi reconhecida pelo garçom dos mais simpáticos e competentes que conheci: Jonas. Rápido, certeiro, simpático, ele sabe dar espaço para o cliente escolher o prato com calma, sem ‘afogar’ a gente com sua simpatia, como alguns garçons.

O andar de cima, apesar de decorado de forma idêntica ao de baixo, passa uma sensação de maior aconchego. Não sei porque. Pode ser só influência da Nina.

O prato Bem Lembrado – composto de filé com alho torrado, batata Chips e arroz – é o ‘regular’ dela, mas, dessa vez, topou dar uma variada e fomos de Filé Cowboy.

Meu ‘olho maior do que a barriga’ já me fez questionar se o prato, dividido, seria suficiente para moi. Para minha surpresa, foi mais do que o suficiente! Eu não sei se a combinação do ambiente legal, atendimento excelente e um Dry Martini misterioso (feito com Cointreau, que eu odeio, mas ficou ótimo e como se fosse o original!) enchem a barriga. Mas o drink, meio prato e meia sobremesa me deixaram rolando de cheia!

O filé, ao ponto de verdade, ou seja, vermelho, mas não sangrento, flambado com mel e Jack Daniels, guarnecido de arroz com amêndoas em lâmina e trio de cogumelos (Paris, Shitake e Shimeji) me levaram às alturas. Bem servido, bem feito, uma delícia.

A faixa de preço dos pratos vai de R$ 35,00 a R$ 45,00, mas, vão por mim, se todos forem como nosso escolhido, dá pra dividir numa boa.

A seleção de drinks também é poderosa. Caipirinhas, caipiroskas, Manhatan, entre outros, enchem os olhos do alcoólatra social.

Para fechar, a monumental Taça Alpina – com sorvete de creme e mousses de chocolate e chocolate branco. Com uma ótima companhia, foi receita para uma noite perfeita.


NOTA DO BLOG: SHOW!!! ATÉ QUE ROLA. Se vc pode ir jantar depois das 21h é melhor. e não tenha filhos.
DICA DO BLOG: filé Cowboy e filé Bem Lembrado, além da Margherita de limão, que é show!!
Serviço: QI 11,bloco L, loja 46, Lago Sul. Telefone: 3248-0184.
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Postado por *Lulu Peters* às 12:21

06/02/09

06/02/09 - AVISO

Queridos leitores,
como alguns de vocês já sabem, eu fui feita refém de uma criatura de dezoito dias de idade, com um apetite voraz (como os pais!) e pulmões de aço. Por isso, curtir novos restaurantes é algo difícil no momento.
Nina e André, porém, continuarão com as colaborações e eu, assim que conseguir dar uma escapada, voltarei a escrever sobre os tesouros e terrores gastronômicos da cidade!
Obrigada a todos pelas visitas e pelos comentários!
Abraços, Lulupeters.
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Postado por *Lulu Peters* às 05:48

26/01/09

26/01/09 - POSTA VARIADO - A ODISSÉIA DA COXINHA by Nina


Dessa vez a idéia não partiu de nós, mas de um convite inusitado da equipe do Correio Brasiliense. Um teste para o Caderno Divirta-se. O tópico: Coxinhas.

Segundo Mariana Ceratti, a jornalista entrevistadora, ela leu o blog da Luisa, gostou do conteúdo e, resolveu nos chamar para apreciarmos coxinhas em Brasília.

Só que a Luisa e o André estavam às voltas com gravidez e parto e não puderam ir dessa vez.

Então segui para o Correio Brasiliense, onde encontrei com Maria do Carmo e Graziela.
Companhia divertida e agradável para compartilhar umas coxinhas.

A primeira parada foi na Pamonharia Kalú. Ali, enquanto aguardávamos que fritassem algumas coxinhas de milho, conversávamos com um dos proprietários, que tinha muito a contar sobre o início da loja e também de Brasília, lá pelos idos de 1973.

Calil contou que a inovação surgiu de uma idéia da mãe, que gostaria de usar o “carro-chefe” da casa: o milho. Mas quando foi apresentada ao público a primeira vez, não houve uma só venda.

Depois da bronca do marido pelo desperdício, dona Luzia resolveu não vender as coxinhas no dia seguinte, mas dá-las aos clientes. Daí pra frente, não pararam mais de produzi-las. Segundo ele, hoje a pamonharia produz em média de 200 coxinhas por dia!!

Quando fiquei sabendo do sabor das coxinhas, achei que não gostaria, por não ser muito fã de milho. E para a minha surpresa a invenção ficou deliciosa!!

Enquanto corria a entrevista, tiramos fotos e provamos as coxinhas bem grandes, com bastante recheio de milho e um pouco de frango desfiado, com a massa bem fininha e crocante.

Como acompanhamento, provamos também o suco de milho. Outra inovação, dessa vez de criação de Kalil. Muito gostoso também!

Dali, seguimos para a Confeitaria Francesa, aberta há pelo menos 33 anos. Segundo Daniela Loyola, uma das proprietárias, a Confeitaria conta com os mesmos funcionários (confeitaria e salgados) desde a abertura. Isso é determinante no sabor e qualidade constantes dos produtos vendidos ali. Apesar do carro-chefe da casa ser o petit gateau, estávamos ali em uma missão específica e nos ativemos a ela.

Vieram três enormes bandejas com coxões recheados com requeijão, coxinhas tradicionais, e as famosas coxinhas pequenas, presentes em todas as festinhas que se prezem.

Todas muito gostosas, com recheio honesto e farto e a tradicional massa de coxinha.

Depois de mais uma sessão de fotos e tantas coxinhas, seguimos para o Boteco, na 406 Sul, onde fomos atendidos pela Roberta Salomão, uma das proprietárias.


Ela explicou que a franquia, que já conta com casas em Recife, Fortaleza, Belém, Aracaju, Natal e Salvador, montou toda uma estrutura para trazer de Recife a equipe que trabalha em Brasília, formada por cozinheiros, maîtres e garçons.


A decoração é um assunto à parte. Com um charme particular, os azulejos azuis e brancos lembram o bairro da Lapa (RJ) dos anos 50. Confesso que me conquistou pelo fato de inovar nos recheios. Além da coxinha de frango, eles servem também coxinhas de camarão e caranguejo. D.E.L.I.C.I.O.S.A.S.


A massa é um pouco diferente, muito saborosa, e não gruda muito na boca e o recheio, como nas outras duas lojas, bem servido.

Assim, a tarde de sábado foi animada pela companhia das outras “degustadoras” e, claro, pela overdose de coxinhas.

Os três locais visitados têm propostas diferentes, mas todos têm em comum a qualidade do produto servido. Vale a pena conferir!

Para mais detalhes vocês podem checar a reportagem no Caderno Divirta-se, do Correio Brasiliense, no dia 30.01.2009.


NOTA DO BLOG: SHOW!!!
Serviço:
Pamonhão Kalú: 105 norte. CLN 105 BL D LJ 03 - ASA NORTE Telefone : (61) 3273-7967. Confeitaria Francesa: CLS 203 Bl.C Lj. 05 - Asa Sul 3225-3276. Boteco: 406 sul. Segunda a sexta-feira, às 17h, e sábado e domingo, a partir das 11h. Telefone: 3443-4344.
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Postado por *Lulu Peters* às 13:03

15/01/09

15/01/09 - SORBÊ (ADENDO!)

Nota: o Márcio, proprietário da Sorbê, nos escreveu explicando o 'sumiço' da loja da 106 Sul. Ele e a esposa são o cúmulo da simpatia, e a preocupação da casa em manter a qualidade é tocante.

Como outras pessoas também tinham dúvidas a respeito da mudança da Sorbê para Nata do Cerrado, selecionei trechos do email do proprietário para facilitar a explicação.

"Olá Luisa,

É claro que nos preocupamos com a opinião do clientes, afinal se não fossem por vocês não teriamos motivos para existir não é mesmo ?
A Sorbê nasceu do anseio da nossa Chef Rita de Medeiros em quebrar paradigmas e mostrar que sorvete bom, não é apenas os famosos e cremosos "gellatos italinos".
(...)

Quanto a confusão que causamos com nossas mudanças o caso foi o seguinte:
Após 2 anos com a loja na Asa Norte (nossa matriz) surgiu a oportunidade de abrir outra loja na Asa Sul em parceria com uma pessoa que tinha um ponto lá na 106s, após 1 ano esta parceria não foi mais possivel, pois a marca e a forma de produção era nossa responsabilidade, cabendo ao proprietário do ponto apenas a participação como investidor, e não sócio. Para não nos desgastar mais nesta relação e afim de preservar a marca que criamos com tanto carinho, preferimos retroceder e ficar apenas com a nossa matriz. Nisto o então proprietário do ponto aproveitou que o local já era conceituado com sorveteria, e montou a Nata do Cerrado com toda a equipe de funcionários que infelizmente tivemos que demitir para o fechamento de nossas atividades naquele ponto, inclusive o mesmo durante muito tempo (não sei se isso ainda ocorre) apresentava os seus sorvetes como Sorbê, e dizia ser a mesma coisa pois a equipe de produção era a mesma, o que é um triste engodo aos clientes pois a calda (que é a alma e o segredo do sorvete) sempre eram produzidas na nossa matriz e enviadas para a asa sul fazer o seu sorvete e claro, sem o toque mágico de nossa Chef, jamais o sorvete poderia ser a mesma coisa.

Passado o "baque" desta grande mudança já fomos confrontados com mais um desafio com o excelente ponto que conseguimos na 103 do sudoeste, e 6 meses depois estariamos voltando para a Asa Sul na 210s com uma parceria muito bacana e profissional com a Cult video, e neste meio tempo inauguramos ainda o nosso quiosque no Deck Sul na QI 11.

Hoje nos encontramos em crescimento continuo, focados totalmente em atender nossos clientes nos seus anseios paladares e de lazer, inclusive em busca disso este mês eu sai de dentro do escritório e coloquei meu avental para ir no balcão atender e entender como melhor lidar com nossos clientes.
Estou diáriamente na unidade do Sudoeste fazendo este Benchmarking e será um prazer lhe atender por aqui (...). "

Texto

Este calor brasiliense me faz não pensar em outra coisa a não ser em sorvete, sorvete, sorvete! De fruta, cremoso, no copinho ou numa taça super elaborada e entupida de chantilly, vale tudo para aliviar-se dessa seca!

Uma casa que tomou a cidade de assalto há cerca de dois anos foi a Sorbê, cuja proposta era priorizar sabores 'naturebas', feitos com frutas da nossa vegetação de cerrado, mas que acabam desconhecidas do grande público, além do preparo sem gordura e com pouco leite. Cagaita, castanha barú, jaboticaba, pequi, cajuzinho do cerrado, paçoca, entre outros. Além dos sorvetes, os picolés de frutas também sempre foram uma opção super refrescante e barata para um dia de sol.

Do dia para a noite, filiais da Sorbê brotaram do chão no Plano Piloto, nos Shoppings e no Sudoeste. E, de repente, de outro dia para outra noite, as casas foram fechando e me deixando muito confusa!

Não entendi o que aconteceu. Não sei se a franquia se valorizou tanto que não valia mais a pena aos proprietários manter o nome, mas a verdade é que um monte de Sorbês sumiu, diminuiu de tamanho ou mudou de nome.

A filial do Sudoeste continua firme e forte, e contando com sabores, hoje, muito mais variados, além de alguns 'convencionais'. Frutas do bosque, iogurte com framboesa (super azedinho, eu adoro!), nata com cereja, chocolates variados, como o Belga, além de sabores ultra exóticos como um chamado 'caminho das Índias', ou algo do tipo, repleto de ingredientes inesperados.

O preço de um sorvete bom em Brasília, infelizmente, equivale ao do petróleo. A Sorbê, por exemplo, cobra R$ 4,00 em uma bola e R$ 7,00 em duas, o que, comparado a outras casas, nem parece tão absurdo. Também é possível pedir combinações elaboradas como Sundae e Banana Split.

PS: dica nova!!!! Sorvete de queijo, com calda quente de goiabada é essencial à minha existência daqui para frente!!!

NOTA DO BLOG: SHOW!!
DICA DO BLOG:
castanha barú, iogurte com framboesa, jaboticaba...
Serviço: CLN 405, Bloco C, Loja 41, Fones: (61) 3447-4158 e 3201-4158; CLS 210 Bl. B Loja 18. Fone: (61) 3244-3164; CLSW 103, Bloco A, Loja 74, Fone: (61) 3967-6727; Deck Brasil Lago Sul, QI 11 Fone: (61) 3248-6749; Fábrica de picolé: BR 020, SEES Quadra 14, lote 03 - Sobradinho/DF - Fone: (61) 3387-7069.
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Postado por *Lulu Peters* às 10:35

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